Valor mediano de venda dos alojamentos familiares em Portugal fixou-se em 1.355 euros/m2 no 4º trimestre de 2021. Um novo máximo. 

Comprar casa em Portugal está cada vez mais caro e o ritmo de subida não dá sinais de abrandamento. No 4º trimestre de 2021, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal fixou-se em 1.355 euros por metro quadrado (euros/m2), atingindo um novo máximo histórico. Trata-se de uma subida de 14,1% face ao período homólogo e um aumento de 12,2% face ao trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Além disso, os dados revelam que os estrangeiros gastaram mais do dobro do valor pago pelos portugueses a comprar casa na Grande Lisboa e Algarve.
 
 
 
Entre as 25 regiões analisadas, apenas o Baixo Alentejo (-2,5%) e a Beira Baixa (-0,7%) registaram uma diminuição homóloga dos preços da habitação no final do ano passado. Em todas as outras, o preço mediano da habitação aumentou face ao período homólogo, segundo o INE. 
O gabinete de estatísticas nacional destaca ainda o facto de o valor mediano dos imóveis transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro ter sido de 2.302 euros/m2, e que no caso das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal em território nacional este valor situou-se nos 1.319 euros/m2 .

Estrangeiros pagam mais por casas na AML e Algarve

As duas zonas do país com preços medianos da habitação mais elevados – Algarve e AML  – foram aquelas onde o preço mediano da habitação adquirida por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi mais do dobro do preço da adquirida por compradores com domicílio no território nacional. No Algarve, por exemplo, um comprador estrangeiro pagou 2.547 euros/m2 e na Grande Lisboa 4.283 euros/m2. Já um residente em território nacional pagou 1.969 euros/m2 no Algarve e 1.858 euros/m2 na AML.
De acordo com os dados apresentados pelo INE, no final do ano passado a variação homóloga dos preços aumentou em 7 dos 11 municípios com mais de 100 mil habitantes da AML, tendo a aceleração sido superior à verificada a nível nacional (+1,9 p.p.) em Setúbal (+9,8 p.p.), Loures (+3,0 p.p.), Almada (+2,2 p.p.) e Oeiras (+2,1 p.p.).
Já na Área Metropolitana do Porto (AMP), os municípios de Maia (+10,5 p.p.) e Vila Nova de Gaia (+8,1 p.p.) apresentaram também um aumento das taxas de variação homólogas superiores ao país. Nas cidades de Lisboa (+0,4 p.p.) e Porto (+0,9 p.p.) “a aceleração foi menos expressiva”.
 
 
Retirado do Idealista - Adaptado por Dicas Imobiliárias